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	<title>Na Correria!!! &#187; Brasileirão</title>
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	<description>Futebol, Esportes, Torcidas</description>
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		<title>Torcida de Grande: Setor 2</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 15:27:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Heineck</dc:creator>
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Nascimento – A Ju-Metal já tinha plantado suas raízes no cenário da Rua Javari quando começou a desaparecer. Com o futebol mundial em pleno e calamitoso declínio, o Juventus escapou do descenso no Campeonato Paulista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segue a série, hoje com reportagem especial sobre como e porque surgiu a Setor 2, torcida do Juventus de São Paulo.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=vOe5tnwJg0o" target="_blank"><!-- Smart Youtube --><span class="youtube"><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/vOe5tnwJg0o&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><embed wmode="transparent" src="http://www.youtube.com/v/vOe5tnwJg0o&amp;rel=1&amp;color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="355" ></embed><param name="wmode" value="transparent" /></object></span></a></p>
<p><span id="more-119"></span></p>
<p><span style="FONT-WEIGHT: bold">Nascimento</span> – A Ju-Metal já tinha plantado suas raízes no cenário da Rua Javari quando começou a desaparecer. Com o futebol mundial em pleno e calamitoso declínio, o Juventus escapou do descenso no Campeonato Paulista em 2003, mas não conseguiu evitar a queda no ano seguinte. Nesse período entre o fim da Ju-Metal e o nascimento do Setor 2, pipocaram notícias de que o clube venderia o estádio e fecharia o departamento de futebol profissional. Era grande a possibilidade de uma inédita queda para a terceira divisão estadual. A realidade da torcida do Juventus era tão assustadora quanto à do clube: a tradicional organizada estava mais fraca do que nunca e o Setor 2 não passava, então, de um “sonho impossível”. Mesmo assim, a partir do descenso, começou a surgir um novo movimento atrás do gol da creche. Alguma coisa estava borbulhando ali, e tudo estava baseado na mentalidade e atitudes da Ju-Metal. Na Copa FPF de 2004 a semente, finalmente, começaria a gerar os primeiros, e ainda tímidos, frutos. Andando na contra mão de um comum hábito brasileiro, quanto menos o Juventus vencia, mais a torcida crescia, não abandonava, cantava mais forte, pendurava mais e mais trapos, reagia. Esse foi o momento onde o cimento de nosso campo se transformaria num ímã para loucos, doentes, inadaptados e descontentes com o futebol, graças à insistência de antigos pioneiros da Ju-Metal. Porém, agora não se tratava mais de um grupo de amigos que compartilhavam idéias e sentimentos. Pessoas que não se conheciam começaram a se juntar todos os jogos para apoiar o Juventus, mas também para demonstrar que futebol nunca seria algo artificial, plástico e previsível – como (quase) tudo havia se transformado.</p>
<p>Essa foi a geração de torcedores que começou a levantar o Setor 2 com sangue, suor e lágrimas e não levou sequer um nome próprio – que por sinal era a última coisa que eles necessitavam. Apareciam sugestões como “Los de Siempre”, “Revolução Juventina”, mas tudo o que acontecia, partida após partida, era muito mais forte, irresistível e urgente do que um nome. E o ano de 2005 seria um marco para o movimento no Brasil, graças a Geral do Grêmio – a outra barra que não dependia de Bill Gates. O primeiro semestre foi, uma vez mais, inesquecível para os juventinos de verdade: no comando do time, Edu Marangon – o Boy da Mooca – prometia que o clube voltaria a ser grande, a torcida demonstrava que isso era possível, e mesmo contando com o plantel mais barato entre todos os vinte participantes da Segunda Divisão, o clube levantou a taça, voltando ao seu devido lugar. O que estava borbulhando, explodiu; o que tinha sido plantado começaria a ser colhido. A Ju-Jovem, por fim, passava seu bastão e só se ouviam cantos argentinos na Mooca.</p>
<p>Naquele campeonato tudo se encaixou e a torcida conquistou o reconhecimento, definitivamente, das pessoas envolvidas no clube. Porque do início ao fim da campanha cresceu junto com o time. A velha mágica do futebol, que tanto fazia falta, acontecia novamente: a torcida empurrava o time, não importasse nada (porque quem está na merda não tem mais nada a perder), e os jogadores jogavam com vontade. Estava claro que a Ju-Metal havia ressuscitado em uma nova forma, mais agressiva, barulhenta, apaixonante. O monstro tinha forma, mas o nome só apareceria no ano de 2006. Agora batizado e mais descontrolado do que nunca, o Setor 2 viveria cinco semestres de pura loucura e demência.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-120" href="http://nacorreria.prensabrasil.com/time-pequeno-torcida-de-grande-setor-2/setor-2-2/"><img class="alignnone size-full wp-image-120" title="setor 2 2" src="http://nacorreria.prensabrasil.com/wp-content/uploads/2009/10/setor-2-2.jpg" alt="setor 2 2" width="500" height="334" /></a></p>
<p>Créditos: <a href="http://torcidaganhajogo.blogspot.com/">http://torcidaganhajogo.blogspot.com/</a></p>
<p>                   <a href="http://www.expulsosdecampo.blogspot.com/" target="_blank">www.expulsosdecampo.blogspot.com</a></p>
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		<title>A mulher que faz Mano Menezes chorar</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 20:11:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Heineck</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Brasileirão]]></category>
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		<description><![CDATA[
Camilla Menezes, filha do técnico Mano Menezes, técnico do Corinthians, conta abaixo situações vividas com o pai. Siga na íntegra a entrevista.
Entrevistador: Qual a sua relação com o futebol?
Camilla: Eu não tive opção: ou gostava de futebol ou eu gostava de futebol. Programa na minha casa no fim de semana era acompanhar meu pai em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://nacorreria.prensabrasil.com/a-mulher-que-faz-mano-menezes-chorar/mano-menezes/" rel="attachment wp-att-36"><img src="http://nacorreria.prensabrasil.com/wp-content/uploads/2009/10/mano-menezes.jpg" alt="mano menezes" title="mano menezes" width="292" height="280" class="alignnone size-full wp-image-36" /></a></p>
<p>Camilla Menezes, filha do técnico Mano Menezes, técnico do Corinthians, conta abaixo situações vividas com o pai. Siga na íntegra a entrevista.</p>
<p><span id="more-33"></span><strong>Entrevistador: </strong>Qual a sua relação com o futebol?<br />
<strong>Camilla:</strong> Eu não tive opção: ou gostava de futebol ou eu gostava de futebol. Programa na minha casa no fim de semana era acompanhar meu pai em campeonato de várzea no interior. Ele era zagueiro, o número 4. Esse era o programa: minha mãe, eu, uma cadeira que a gente sempre levava, e assim passava o domingo. Mesmo depois, quando meu pai virou treinador, era a mesma rotina.</p>
<p><strong>Entrevistador: </strong>Você ainda fica magoada quando o Mano é criticado publicamente?<br />
<strong>Camilla:</strong> Quando eu era pequena, ia aos jogos no interior e se alguém gritasse burro eu virava e encarava. Já chorei na arquibancada. Mas depois entendi que eu tinha que ser mais forte para poder servir de base para ele, para ele ver que tá tudo bem aqui, não importa o que esteja acontecendo lá fora.</p>
<p><strong>Entrevistador: </strong>Você é corintiana?<br />
<strong>Camilla: </strong>Hoje sou a pessoa mais corintiana que conheço, mas não dá para comparar com o torcedor tradicional, né? É outra coisa quando você tem alguém da família envolvido.</p>
<p><strong>Entrevistador: </strong>Quando você foi pela primeira vez ao Pacaembu ver seu pai como treinador do Corinthians?<br />
<strong>Camilla: </strong>Ano passado, em julho, fiz uma viagem ao Brasil e conheci o Andrés (Sanchez, presidente do Corinthians), o Joaquim Grava (médico do Corinthians), o Mario (Gobbi, vice-presidente de futebol do Corinthians), e a gente foi jantar depois de um jogo. Aquele foi o primeiro jogo do Corinthians que eu vi na vida: era série B, no Pacaembu. Foi curioso porque meu pai não sabia que eu estaria ali, era para ser uma surpresa. Aí, depois do jogo, minha mãe disse que seria legal se eu fosse ver a coletiva. Mas começou a me bater um nervoso porque todo mundo sabia que eu estava ali, menos meu pai. Sentei atrás de um jornalista bem alto e fiquei escondida esperando meu pai entrar. Quando o pai começou a falar, sai de trás do jornalista e fiquei de frente para ele. Ele olhou pra mim, abriu um sorrisão, e parecia que o mundo tinha parado. Nessa hora o Mario (Gobbi) falou: &#8220;agora vai ser difícil segurar, né, Mano?&#8221; O Mario gosta muito do meu pai, e a gente gosta muito do Mario também. Meu pai se emocionou muito, fazia 6 meses que ele não me via, e o olho dele se encheu de lágrima. Nessa hora eu pensei: o que eu faço agora? Meu pai está chorando em rede nacional de TV. Foi quando resolvi olhar para o Andrés para ver se o presidente me dava uma dica do que fazer. Mas quando olhei o Andrés estava chorando também. Aí eu pensei: bom, se o presidente está olhando pra mim e chorando, o que vou fazer? Não posso deixar meu pai chorando sozinho. Fui pedindo licença para alcançar meu pai e a gente se abraçou.</p>
<p><strong>Entrevistador: </strong>Você sempre participou ativamente da vida profissional de seu pai?<br />
<strong>Camilla: </strong>Em casa, a gente sempre conversou muito. Todas as mudanças na vida do pai eram muito conversadas. &#8220;O pai vai jogar em Caxias e a gente vai começar a encontrar ele no meio da semana, coisas assim sempre foram faladas. O trabalho da minha mãe às vezes fazia com que ela passasse um mês na África, ou na Inglaterra, e aí ficávamos meu pai e eu. Quando ele estava jogando ou treinando em outra cidade, vinha me ver mais vezes, e assim foi indo. Tudo sempre conversado, acordado. Tipo: &#8220;o pai foi demitido, o que a gente vai fazer?&#8221; As pessoas acham que a vida existe só do Grêmio. Mas teve muita coisa antes disso.<br />
<strong><br />
Entrevistador: </strong>Você vivia com medo de seu pai ser demitido por causa da insegurança da profissão dele?<br />
<strong>Camilla: </strong>Tinha uma época que eu tinha muito medo disso. Todo jogo eu ficava pensando: &#8220;Meu Deus, meu pai pode ser demitido hoje&#8221;.</p>
<p><strong>Entrevistador:</strong> Alguma demissão mais doída?<br />
<strong>Camilla: </strong>Uma que foi mais marcante. Ele foi demitido do Guarani de Venâncio Aires na segunda vez que foi treinar o time (em 1997). Aí, acho que ele acabou ficando quase um ano em casa. E a gente teve que se reinventar porque o projeto era que ele seria um treinador de futebol. Mas ficar um ano em casa parado não é fácil, ainda mais quando você não é treinador de um clube de ponta, que tem rescisão contratual de valor alto e que deixa que você fique sentadinho em casa vendo TV. Não era isso. Minha mãe teve que puxar a frente das coisas, pintaram propostas para ele trabalhar com outras coisas que não fossem futebol, e foi tentador porque você tem a oportunidade de ganhar um dinheiro que está fazendo falta, mas aí é sair do caminho que você estava planejando. Nessa hora, a figura da família é importante porque a gente tem que dizer: &#8220;não, a gente te apoia pra tu seguir teu caminho&#8221;. Foi nesse período que meu pai estagiou no Cruzeiro com o (Paulo) Autuori (em 1997).</p>
<p><strong>Entrevistador: </strong>O que você aprendeu com ele?<br />
<strong>Camilla: </strong>A ser franca. Quando eu era criança, meu pai me levava para tomar injeção e dizia: &#8220;é ruim, dói, mas passa&#8221;. E eu tomava, super corajosa, porque sabia que se ele dizia que ia passar é porque ia passar. E até hoje quando eu passo por uma situação ruim que tenha dor eu sempre penso assim: vai passar. Isso faz parte do processo. Se eu preciso de alguém para me contar a verdade, mesmo que ela vá me doer, mesmo que eu vá chorar, é para o meu pai que eu ligo.</p>
<p><strong>Entrevistador: </strong>Quando foi a última vez?<br />
<strong>Camilla: </strong>No ano passado. Estava há três anos e meio fora do Brasil e faltava uma semana para eu voltar. O clima era de festa total. Enquanto isso, aqui no Brasil, eles descobriram que o pai da minha mãe estava doente, com câncer. Ele não tinha nada, e de repente o corpo dele estava tomado pela doença. Ninguém queria me contar, mas comecei a perceber que alguma coisa estranha estava acontecendo. Liguei para o meu pai e disse: &#8220;o que tá acontecendo?&#8221; E ele: &#8220;só um pouquinho que o pai já vai te ligar&#8221;. Depois de um minuto ele ligou e disse: &#8220;o vô tá com câncer, ele vai ser operado entre hoje e amanhã, mas é provável que o vô não sobreviva muito tempo&#8221;. Pô, para alguém que estava há 3 anos e meio fora, sem ver meu avô há muito tempo, e saber que minha mãe tava sofrendo&#8230; Mas é bem mais difícil dar aquela informação do que receber. Aí eu disse: &#8220;pai, eu só queria te dizer que de todas as pessoas eu sabia que tu ia me dizer a verdade e eu te agradeço muito a tua coragem de contar isso pra mim&#8221;. Não importa a situação, ele sempre diz a verdade.</p>
<p>Fonte: Terra</p>
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